terça-feira, maio 31, 2005

Mas, meu caro José...


Isso dos 21% serem para durar até 2009 não quer dizer que afinal o controle da despesa não é para levar a sério e que o Ministério da Economia não existe?

Já pensou em olhar para as questões da Defesa Nacional ? Tem alguma ideia do que aconteceria se fossemos invadidos por Marrocos ? Informe-se e surpreenda-se!

E, já agora. Será que não consegue controlar aqueles seus rapazes que só esperam “Jobs” ?


sábado, maio 28, 2005

A minha verdade


É certo que gostava de ver extintos os tais 90 Institutos que Manuela Ferreira Leite referenciou como inúteis mas não teve coragem para extinguir, e todos os outros lugares (como os dos governos civis) que afinal só servem para pagar apoios políticos.

É verdade que me incomoda não ver definitivamente reconhecido que não faz qualquer sentido um TGV que pare de 50 em 50 quilómetros e que, por isso, só se justifica o Lisboa – Madrid e o resto é birra de miúdos!

Também concordo que deveria ser definido um montante que permitisse ao reformado viver o resto dos seus dias onde lhe aprouvesse, com total conforto, segurança e dignidade, mas que em caso algum esse montante pudesse ser excedido.

E nem queiram saber quanto gostaria de ver anulado o negócio dos submarinos do senhor Paulo Portas e ver assegurado que leviandades desse tipo não seriam mais permitidas.

E como me agradaria ver reconhecido que se não justifica - por muito que seja o trabalho nas comissões! – um tão elevado número de deputados!

É certo que seria interessante um imposto sobre as grandes fortunas se isso não fizesse com que elas se instalassem noutro país.

É claro que eu gostaria que houvesse mesmo equidade fiscal e fossem imediatamente corrigidas regras como aquela (do IMI) que diz que, com duas casitas na minha aldeia, posso comprar três assoalhadas nas Amoreiras quando toda a gente sabe que só dá para a cozinha.

É verdade que faz pouco sentido que paguemos as portagens onde não passamos, mesmo sabendo que alguém terá optado por dar uma Scut a quem só queria uma boa estrada para desviar os pesados que, de noite e de dia, lhe passavam à porta, e que a reposição da portagem faz regressar o problema quase ao ponto de partida.

É obvio que preferiria que não houvesse aumento de impostos e que me irrita que se não cumpra o prometido.

Mas manda a minha verdade que diga aqui, muito claramente, que estou de acordo com as medidas adoptadas pelo Governo e que me confesso surpreendido com a coragem revelada por José Sócrates que, se resistir à onda de contestação que aí vem, poderá ficar na história por nos ter poupado à vergonha da falência.

E de nada adianta entretermo-nos a responsabilizar este governo ou o de Santana Lopes ou os “3 anos de governação PSD” ou os 6 anos de “desgoverno guterrista”, porque a verdade é que se empreendeu há muito um percurso de crescimento da despesa sem proporcional melhoria dos serviços que nos são devidos e sem se acautelar a nossa condição de devedores honrados.


quinta-feira, maio 19, 2005

Os títulos e as práticas


Sob o título “Pobres e mal agradecidos” o Jumento revela, citando o “Público”

«Os dirigentes da Associação Sindical Independente de Agentes da Polícia de Segurança Pública mostraram-se ontem indignados com a recusa da direcção nacional da PSP em aceitar uma oferta de dez coletes à prova de bala, feita por aquela estrutura em parceria com uma companhia de seguros.»

Para melhor esclarecer as coisas, a dita associação, pela voz de um tal Ernesto Rodrigues, explicou então

«Não era a companhia de seguros que ia dar os coletes à direcção nacional. Eles iam dar-nos a nós e nós queríamos entrega-los à Esquadra da Mina, na Amadora, onde foram recentemente abatidos dois colegas [em finais de Março]» .

E adiantou ainda

«Essa mesma empresa deu-nos um cheque de cinco mil euros para entregarmos à mãe do agente Irineu [alvejado em Fevereiro na Cova da Moura]».

Agora, pergunto eu:
Essa Associação Sindical pretende-se Independente?
E de quê? Pode saber-se?
Ou é tudo ingenuidade?!



quarta-feira, maio 18, 2005

Bocas da reacção #4

(1) O tom doutoral com que Marcelo Rebelo de Sousa, referindo-se ao défice, adiantou que “um valor entre os 7 e os 7.5%” não o espantaria, foi um excepcional momento de televisão.

(2) Dando ares de quem estava a acabar de chegar, Marques Mendes exigiu medidas ao governo de José Sócrates. Foi brilhante. Estragou, num ápice, a imagem que construira com os seus "valentins"!

(3) Com notável isenção Miguel Beleza foi buscar a Guterres a origem das nossas dores de barriga e esqueceu-se de todo o “forró” dos fundos comunitários esbanjados “a custo zero”

(4) José Sócrates já só tem o tempo que Constâncio quiser demorar a redigir o documento; depois, vai ser uma maçada!

(5) Estou com a estranha sensação de que a factura vai ser apresentada aos mesmos.

terça-feira, maio 17, 2005

Depois admirem-se!


“Duas senhoras fizeram uma análise astral dos presentes e chegaram à conclusão que havia uma falta de «elementos terrenos». Então, para compensar essa evidente deficiência e criar «energias positivas» na sala, pediram aos professores que se descalçassem, de forma a ficarem em contacto mais directo com o solo. No escuro, aumentando o efeito de comunhão com «a Terra», os formandos, de olhos fechados, foram incitados a gritar, com os braços erguidos, para criar energias positivas que se propagassem pelo grupo."

O que é isto?!
Apenas um pouco do relato do ocorrido num seminário designado por "Dicas para ser melhor professor(a)", promovido por uma tal “ Pró-Ordem dos Professores” num estabelecimento de ensino deste nosso País.

Ai Portugal, Portugal...

domingo, maio 15, 2005

E viva o DLI !!!


Para os mais distraídos, aqui venho lembrar que hoje é, para Portugal, o Dia da Libertação dos Impostos, uma invenção recente de quem vai trabalhando com estatísticas mas parece não entender que deveria ficar-se por aí.
Estatisticamente poderíamos estar bem piores, mas se tivermos em conta os serviços com que o Estado nos retribui o esforço de 135 dias sem comer, nem beber, nem coisíssima nenhuma, temos que dizer muito mal da nossa sorte!
E se juntarmos a isso, o facto de haver por aí muita gente que celebra esse DLI a 2 de Janeiro... é melhor mudar de assunto, porque hoje estou muito feliz com a vitória do meu Benfica e não quero estragar o dia.